quarta-feira, 13 de março de 2013

contradições

E a mesma pessoa (Batista) que posta isso:


É a mesma que (advogado formado e certificado pela OAB) cai nisto sem pestanejar:


Sejamos francos? Faculdade é bom mas não ensina ninguém a PENSAR. Um ou outro professor pode até estimular isso nos alunos, mas se essa "curiosidade", se essa inclinação para o questionamento não for nata e inata (ou, ainda, muito fomentada pelos pais desde cedo e sempre), mesmo nesses casos a sua preguiça cerebral limitará o "pensar" à matéria sendo ensinada, e muito provavelmente somente durante o período letivo.

Me pergunto se ele sabe o que é "epistemológico".

*Uma ideia nata é aquela que não resulta de qualquer aprendizagem ou experimentação, isto é, nasce com o indivíduo e, portanto, é-lhe intuitiva. Ao passo que uma ideia inata é aquela que, sem deixar de ser também intuitiva, brota e aperfeiçoa-se a partir do conhecimento e da experiência de vida.

grosso, eu?

A menina me perguntou:
- Oi. Sabe se o FulanoSeuChefinho vem hoje? Preciso de uma info dele.

O que eu respondi:
- Já mandou e-mail? Ele tem iPhone e tal...

O que eu "respondi" - versão estendida/esmiuçada:
- Oi. Analise comigo que o fato de eu saber ou não se ele vem e te passar ou não essa informação é algo inútil porque:
a) Eu não possuo a informação que você precisa dele, efetivamente.
b) O tempo que você levará para obter dele uma resposta verbal, esperando que chegue aqui, pode ser superior ao que levará para recebê-la por escrito, caso você lhe mande um e-mail.
b.1) Como pessoa responsável pelo pagamento das contas de celular e planos de internet nos mesmos, você sabe que ele tem acesso 24/7 aos e-mails corporativos.
c) O tempo que você me faz gastar respondendo se ele vem ou não, dada a agora estabelecida inutilidade desta informação, eu poderia/deveria estar empregando para resolver as demandas do meu trabalho.
Portanto concluímos que é melhor você esperar ele aparecer ou mandar um e-mail diretamente sem me perturbar. Certo?

- Grosso! Mas vou mandar.

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Eu faço um post todo bonitinho sobre como é fácil a gente obter informação por conta própria hoje em dia. Aí o amiguinho mineiro, pra me sacanear, manda:

- Ótimo post! Adorei as informações! Agora fale-nos sobre "axé"!

O que eu deveria responder:
- CARAIO vai procurar no Gúgol seu comedor de pão-de-queijo de uma figa!

O que eu responderei (porque pra amigo macho a gente dá um desconto, néam?):
- "Axé", em iorubá (idioma africano) significa energia, poder, força. No Candomblé, é a força do sobrenatural que nos guia. Mas axé também é uma saudação, desejando ao próximo energia positiva, ânimo, energia, bons fluidos. O povo iorubá, da região sul do Saara, tem como valor principal de sua cultura o realizar. Ao chegar em Ilu Aiye (o planeta Terra) o ser humano tem a missão de colocar algo em prática, tornar algo real e assim deixar a sua marca. É através de seus atos e realizações que ele será recordado eternamente. E esta realização é guiada pelos orixás e ancestrais, que nos dão força. Axé ou Asé vem de "awa" ("nós") e "se" ("realizar"). Esta nossa palavra de significado mágico foi banalizada, virou sinônimo de música chula, de um ritmo, quase sempre com apelo sexual. Poucos sabem que ela é uma expressão sagrada, tão importante quanto "Amém", "In shaa Allaah", "Maktub", "Shalom", "Om Shanti".

:-P

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E por falar em calibre, eu AMARIA passear pela cidade com um Toyota i-Road. Mas, caralho, também quero um Land Rover Defender!

terça-feira, 12 de março de 2013

oxe...

Diz-se que estamos vivendo a Era da Informação mas ainda vejo muitas e muitas pessoas, jovens e adultos, que não se beneficiam disto!

Três pererecas coaxando perto dos meus ouvidos sobre a palavra "oxalá" - duas brasileiras tentando explicar pra venezuelana que veio trabalhar aqui e está aprendendo português. Uma das pererecas insistia que era uma expressão que se usava na igreja (católica) enquanto que a outra só sabia ser coisa de "macumbeiro". Aí foram embora sem resolver a questão, sendo que bastava uma busca rápida pra matar a curiosidade delas!

"Oxalá" é uma palavra da língua portuguesa utilizada como interjeição para expressar o desejo de que algo aconteça. É sinônimo de "tomara" ou "queira Deus".

A palavra tem origem na expressão árabe "in shaa Allaah", cujo significado é "se Deus quiser". Em espanhol teve desenvolvimento semelhante e deu origem à palavra ojalá, exatamente com o mesmo significado de oxalá em português.

"Oxalá" é o título de uma canção do grupo de música portuguesa Madredeus, cuja letra tem a particularidade de começar todos os seus versos com a palavra "oxalá". Fato semelhante ocorre na letra da canção "Ojalá" do cantor, autor e compositor cubano Silvio Rodríguez.

"Oxalá" é também o nome de um dos orixás do candomblé. Segundo a crença, são atribuídas a esse orixá as funções de criação e reprodução. É esse o sentido da palavra no poema "Meu Pai Oxalá" de Vinícius de Moraes que deu origem à canção em parceria com Toquinho.

Pronto! E eu ainda tenho que aguentar neguinho que se diz meu aprendiz mas não sabe (pesquisa imediatamente em seguida à curiosidade/dúvida) o que é um padawan... Céus!

the walking dead

- Hoje sonhei que estava sendo "atacado". Era um tio parecido com o Willem Dafoe. Não lembro mais dos detalhes mas era algo do tipo "tínhamos uma parceria comercial qualquer" e ele, se sentindo traído, já tinha matado os outros sócios e até crianças filhas deles. Quando chegou na minha vez, fui jogando uma conversa mole (de "amigo" e de "antes de você me matar eu gostaria que você soubesse que eu entendo seus motivos", fazendo carinha de "mimimi mas conformado"). Aí, numa distração, quando ele estava bem pertinho, tomei-lhe o martelo (pois é) das mãos e dei-lhe várias no crânio. Tipo Rick: sem medo nem remorso. Ainda arranquei-lhe a cabeça, pensando: "Aqui não, violão. Aqui tem café no bule!"

- Kkkk! O primeiro sonho que ouço você contar que não está em um conto de fadas! :-) Mas pelo jeito acabou bem, né? ;-)

- Opa! Esmaguei aquela cabeça direitinho e ainda joguei pros cachorros! :-)

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Mensagem a ser captada pelos leitores: não mexe com quem tá quieto (e é maior que cêis tudo)...

segunda-feira, 11 de março de 2013

quando eu era pequeno eu achava a vida chata...

... mentira!

Quando eu era pequeno, eu tinha um amiguinho, o Victor Aurélio, nós dois com 10 anos. Ele era o gorducho da turma. Suava o 'bigode' facilmente, cabelos bem pretos e lisos, olhos azuis. Claro que rolaram uns troca-trocas e se fôssemos menos bobos talvez até teria rolado meu/nosso primeiro beijo na boca, quando brincávamos de marido (eu) e mulher (ele).

Divago.

Victor conseguia mexer a orelha. Uma delas. Pra cima e pra baixo. Fiquei louco com aquilo! Como pode?? Acho que ele ou algum outro amiguinho também conseguia dobrar somente o primeiro "gominho" do dedo indicador. E eu só sabia abrir e fechar as narinas.

Mas eu tanto quis e tanto fiz que hoje consigo mexer as orelhas também. A esquerda, sem dificuldades (basta não rir - os músculos do riso anulam os da orelha, algo assim). A direita só sobe quando/se eu levantar a sobrancelha direita, tipo... a taturana de pelos "puxa" a zoreba pra cima, com ela.

Mais jovem/adulto, reecontrei o Victor na rua de casa. Emagreceu bastante, espichou... Andava numa vibe gótica, na época, com casacões pretos, coisa e tal. Não tentei beijar-lhe a boca nem mesmo mencionar as brincadeiras de outrora. Mas gostaria de falar com ele outra vez pra contar sobre as minhas orelhas...

P.S.: A ponta do dedo, essa nunca consegui dobrar sozinha - sempre a parte do meio vem junto!

i'm your puppet... puppy...

Não é que eu tenha tempo sobrando, mas escrever aqui é como conversar: se há tempo pra 2 minutos de conversa fiada, há tempo pra batucar o teclado.

Não é que eu acorde de madrugada pra ir pra internet. Acordei de madrugada e tive que levantar porque deu fome (esta sim, onipresente). E a internet está ali, do meu lado, no celular. Dois toques na tela bastam pra ver as notícias.

Não é que esteja tão bacana como ano passado, mas não "perdo" o último Mulheres Ricas esta noite.

Não é que eu esteja com preguiça. Mas estou. Yaaaawnnn... Quedê Ermão pra me contar suas aventuras sexuais no Pará? Quedê o Xêpa pra me explicar que raios está fazendo em Hellcife? Bacana a tatuagem peitoral do Marcus Brimage!

vida moderna

Reportemos à última sexta-feira: temporal e alagamentos por toda a cidade, menos onde eu moro. Até arco-íris eu tinha. Mas não tinha força (eletricidade) - e só na minha rua!

Primeiro: subir 13 andares a pé. Coxas arderam um pouco mas nada grave.

Segundo: acaba a bateria do celular. Até aí tudo bem, que nem sou de ficar no telefone. Mas com o "fixo" também fora do ar (NET Fone), percebo que não daria pra pedir uma pizza (além de ter que descer e subir de novo os 13 andares pra pegar um eventual delivery).

Escurece. E é óbvio que não tenho velas em casa (nem a lanterna-led do celular morto). Hmmm, a "canetinha" a laser! Projetar o raio no teto branco dá uma clareada legal - problema resolvido!

Chega a hora de jantar. Péra... como é que a gente esquenta arroz/feijão sem ser no micro-ondas? Dá pra colocar o prato no fogo?? Sem poder telefonar pra perguntar, demoro um pouco pra lembrar que dá pra usar panelas pra esquentar. Mas como é mesmo que a gente liga o fogão sem o botãozinho "magiclick"??? Por sorte tenho uma caixa de fósforos (daqueles bem compridos pra eu não queimar o dedinho, né?). Ufa! Mas fazer isso ao mesmo tempo que segura uma canetinha laser é ruim - além de não querer gastar a pilha (vai que tenho que descer as escadas?). Notebooks! Ligo o meu, ligo o da tia, coloco as telas em brilho máximo e com fundo branco. Vivas à tecnologia (?)! Dá pra cozinhar e pra comer.

Nada de a força voltar, vou pra cama logo às 22h torcendo pra comida no freezer não estragar (tudo de caixinha, não deve ser um problema...). Ainda leio um pouco no meu iPad off-line. Quando acordo (2h43) já está tudo nos conformes. Sinto fome e tomo uns goles de suco de pêssego. Dou uma passada pelas internets pra ver as notícias sobre a confusão. Durmo outra vez, feliz pela sobrevivência.

Mas penso que é melhor comprar umas velas, lanterna, luz de emergência, comidas enlatadas...