YAMAS (comportamentos a evitar)
• Não agredir (“ahimsa”): a violência não está restrita aos atos, mas também às palavras e ao pensamento. “Em uma vida a dois, significa não fazer para o outro o que você não gostaria que fizessem para você. No ambiente profissional, vale como um conselho para não buscar promoção à custa do fracasso e do rebaixamento de outros colegas”. Profissionais que cobram de suas equipes o cumprimento de metas sem lhes dar condições adequadas, como tempo suficiente para executar as tarefas, estão praticando uma forma de violência,
• Não mentir (“satya”): “a verdade é a base de qualquer relacionamento pessoal ou profissional, pois sobre ela também se sustenta a confiança”. É preciso ter bom senso, contudo. Há situações em que a sinceridade pode provocar ofensas e agravar um quadro já complicado. “Você não visita um amigo no hospital e diz a ele o quanto ele está abatido”, por exemplo
• Não roubar (“asteya”): não quer dizer apenas subtrair coisas físicas, mas também ideias, tempo e até a boa vontade do outro. Outros exemplos: “o ciúme é uma forma de roubar o tempo de seu companheiro. O mesmo ocorre quando você força, sem necessidade, uma pessoa a escutar os seus problemas e até os de outras pessoas”
• Não abusar dos excessos (“brahmacharia”): comer e beber adequadamente e praticar sexo de forma saudável, sem exageros, são algumas possíveis interpretações para esse conselho. A orientação também está ligada à ideia de que não devemos restringir a alguns momentos do dia – como a hora da meditação –, o dever de ser verdadeiro, de cultivar bons pensamentos e de sentir-se puro. “As barreiras entre o sagrado e o profano devem ser eliminadas”
• Não possuir com apego (“aparigraha”): “em um relacionamento, uma pessoa não pode privar a outra de oportunidades. Não somos donos de ninguém, apenas temos o privilégio de desfrutar da companhia delas por certo período”. O consumismo é criticado sob a ótica desse conceito. “A orientação é para não acumular coisas. Coloque em uso o que você tem e, o que não precisa, doe”.
NIYAMAS (comportamentos a cultivar)
• Pureza (“saucha”): na ioga, há vários exercícios de limpeza física e mental. A meditação é um meio de purificação, por exemplo, pois ajuda a tirar da mente os “entulhos”. Pensar de forma coletiva é mais uma forma de manter-se limpo. Na situação oposta, ser omisso e conivente com situações com as quais você não concorda, vai contra isso
• Contentamento (“santocha”): reconhecer aquilo que se tem em vez de buscar o que está faltando. Outra interpretação aponta para o sentido de não esperar reconhecimento ou retribuição por algo que você fez ou que supostamente merece. Contentamento é não ter esse tipo de expectativa.
• Disciplina (“tapas”): persistência na prática e na manutenção de atitudes corretas. “Em todas as situações do dia a dia, como no trânsito, que é uma situação estressante, a pessoa deve se conter para manter a mente pura”. Também é preciso somar disposição pessoal e exercício constante para transformar esses princípios em modo de vida. É como o processo com o aprendizado de um idioma, que requer tempo e acontece aos poucos por meio de treinos, participação em aulas e estudos contínuos
Autoestudo (“svadhyaya”): aponta para a necessidade de nos conhecermos, condição necessária para agirmos com clareza e discernimento. “As pessoas se identificam como sendo umas diferentes das outras, mas, em essência, são todas iguais. Reconhecer isso é importante para a convivência, pois leva à constatação que o outro é exatamente como você, com as mesmas dificuldades e necessidades”
• Entrega (“ishvarapranidhana”): estabelece a importância de dedicar-se a uma divindade e acreditar que há algo superior, seja qual for o contexto religioso. “É um conselho válido para compreendermos nossa relevância no universo e aceitarmos que as coisas não acontecem do jeito que queremos”
domingo, 7 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
chato e carente
Quando viajo a trabalho, pela obrigação de trazer o trambolhoso notebook, não tenho o hábito de trazer livros. Falha minha - seriam ótimos companheiros e além da mochila existe a mala, que não pesa nas minhas costas. Tampouco trouxe o iPad porque esse sim disputaria espaço com o notebook e - pior! - poderia sair machucado.
Mas tenho aqui um .PDF no trambolhoso mesmo. E hoje, depois de alguns dias tristonhos como a chuva fraca e insistente, resolvi finalmente iniciar a leitura junto com o sol que apareceu esta tarde (mas ainda são 10°C, tá?).
@mor (Daniel Glattauer) vendeu mais de milhão de cópias na Alemanha e já foi traduzido para 32 idiomas. "Tudo começa com um e-mail enviado para o endereço errado. Emmi está tentando cancelar a assinatura de uma revista, e Leo acaba recebendo seu raivoso e-mail por engano. Uma vez que tudo é esclarecido, eles não tem qualquer tipo de comunicação por meses. Um “Feliz Natal e um Próspero Ano Novo” formal, enviado por Emmi provavelmente para toda a sua lista de contatos, abre a porta para vários e-mails trocados entre eles então." (...) "É um romance contemporâneo, pode até parecer despretensioso e banal, mas é tão intenso e perigoso que pode ser considerado um livro maravilhoso quanto toxicamente cruel."
A narrativa é inteira feita de trocas de emails. Não há cenas, não há locações, apenas emails, réplicas e tréplicas. E estando em viagem, eu não poderia ter escolhido melhor (não escolhi - foi o "acaso"). Sozinho no meu quarto, quando cai a noite também eu busco por calor humano. Nem que venha de uma tela de cristal frio.
Mas tenho aqui um .PDF no trambolhoso mesmo. E hoje, depois de alguns dias tristonhos como a chuva fraca e insistente, resolvi finalmente iniciar a leitura junto com o sol que apareceu esta tarde (mas ainda são 10°C, tá?).
@mor (Daniel Glattauer) vendeu mais de milhão de cópias na Alemanha e já foi traduzido para 32 idiomas. "Tudo começa com um e-mail enviado para o endereço errado. Emmi está tentando cancelar a assinatura de uma revista, e Leo acaba recebendo seu raivoso e-mail por engano. Uma vez que tudo é esclarecido, eles não tem qualquer tipo de comunicação por meses. Um “Feliz Natal e um Próspero Ano Novo” formal, enviado por Emmi provavelmente para toda a sua lista de contatos, abre a porta para vários e-mails trocados entre eles então." (...) "É um romance contemporâneo, pode até parecer despretensioso e banal, mas é tão intenso e perigoso que pode ser considerado um livro maravilhoso quanto toxicamente cruel."
A narrativa é inteira feita de trocas de emails. Não há cenas, não há locações, apenas emails, réplicas e tréplicas. E estando em viagem, eu não poderia ter escolhido melhor (não escolhi - foi o "acaso"). Sozinho no meu quarto, quando cai a noite também eu busco por calor humano. Nem que venha de uma tela de cristal frio.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
hverdagen
6h15. O celular me desperta, tomo-o do chão (acarpetado), vejo as fotos do Instagram e
passo rapidamente pelo Facebook. Apago os emails "spam" e leio os dos
amigos. Me levanto. Abluções matinais, me visto e vou tomar café. Um copo de
suco. Ovos mexidos e bacon. Talvez uma fatia de brie pra derreter por cima. Outro
copo de suco. Pão, manteiga, geléia, fatia de queijo, fatia de presunto, fatias
de mais outros embutidos que não sei o nome, duas rodelas de pepino ou tiras de
pimentão ou uma colherada de ricota. Fecho o sanduíche e como. Penso num
terceiro copo (pequeno) de suco mas começo a ficar cheio. Pego uma cumbuquinha
e coloco uma concha de müsli orgânico e a turbino com mais frutas desidratadas:
uvas, bananas, coco, mamão... Ah, e sementes de gergelim (bem maiores que as do
famoso lanche). Por cima o iogurte de morango e banana - tentei o grego uma vez
mas é muito espesso (e gordo). Misturo a gororoba até umedecer os grãos. Penso
novamente que em casa meu desjejum é um copo de suco e... só. Mas aqui, é pra
garantir não ter fome até o almoço. Volto pro quarto, um último
"tapa" na cabeleira (nota: sempre cortar a juba antes de viajar),
visto a jaqueta de couro, pego as chaves e vou pro meu carro. Então invejo o
Chico Buarque. 7h30.
Atualização: almoço foi batatas assadas, brócolis, lombo (de porco) com molho de champignons. Fora isso todo o resto que sempre tem (pães, legumes, verduras, queijos...). E uma sobremesa de morango (tipo mousse, com chantily e pedaços de fruta).
Atualização: almoço foi batatas assadas, brócolis, lombo (de porco) com molho de champignons. Fora isso todo o resto que sempre tem (pães, legumes, verduras, queijos...). E uma sobremesa de morango (tipo mousse, com chantily e pedaços de fruta).
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
dinamarca 2012
Hoje parei pra conversar com os coleguinhas de 2001. O povo que era do meu departamento na época em que morei aqui, quer dizer. Gente bacana! "Juan Pedro" Kristensen, "Claudio" Christensen (todo mundo é filho de Jesus nesta terra...), Flemming... Pessoas que viajaram comigo pelos países vizinhos ao Brasil quando o sistema foi implantado em cada um deles. A impressão que eu tenho é que existem 2 classes de dinamarqueses muito distintas: os que são muito legais e os que são muito chatos. No meu departamento "novo" (desde 2004) a predominância é de chatos: povo do "te vira que tô ocupado" e "te vira que o povo já foi almoçar e não te esperou". Um pouco de exagero meu, talvez, mas não tem comparação com a turma "legal" de outrora, quando um coleguinha ligou pro meu então chefe (na Noruega) brigando pra ele vir me dar as boas-vindas na minha nova vida de expatriado, por exemplo. Portanto não é simplesmente um caso de "o passado sempre parece mais bacana". Claro que nem todo mundo no meu departamento é chatinho. Meu chefe é fofo e pediu pro outro carinha aqui organizar/marcar um jantar pra gente (eu, uma colega nativa nova aqui, talvez o indiano e eles dois). Terça que vem.
Almoço? Batatas cozidas e carne de porco, no primeiro dia, macarrão parafuso com legumes em tirinhas e molho de tomate, ontem. Nada que mereça uma foto no Instagram.
Atualização pós-almoço: parece que as coisas melhoraram na cantina! Hoje foi uma espécie de trouxinha de massa meio folhada com salada (?) de camarão e molho (não sei de quê). Fora isso sempre tem pães, queijos, frutas, frios. E batatas. Meu sub-chefe, depois do camarão, fez um smørrebrød só com roquefort. Sabendo que eles não escovam os dentes por aqui depois do almoço imagino que hoje ele não vai beijar ninguém!
Almoço? Batatas cozidas e carne de porco, no primeiro dia, macarrão parafuso com legumes em tirinhas e molho de tomate, ontem. Nada que mereça uma foto no Instagram.
Atualização pós-almoço: parece que as coisas melhoraram na cantina! Hoje foi uma espécie de trouxinha de massa meio folhada com salada (?) de camarão e molho (não sei de quê). Fora isso sempre tem pães, queijos, frutas, frios. E batatas. Meu sub-chefe, depois do camarão, fez um smørrebrød só com roquefort. Sabendo que eles não escovam os dentes por aqui depois do almoço imagino que hoje ele não vai beijar ninguém!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
frança, alemanha, dinamarca 2012
Então a viagem foi longa. Porque boa parte dela foi "de dia", rumo a Paris. Comidinha do avião bem boa!
A conexão para Hamburgo estava meio apertada - ainda mais que onde eu desci ficava a quilômetros de onde eu pegaria o outro vôo! Exagero. Mas eram terminais distantes. Tanto que minha mala resolveu ficar em França... que inveja que deu!
Pra compensar, meu carro alugado é um carrão! De grande (Golf Station Wagon) e de gostoso. Dei 190 km/h em trechos da Autobahn e 140-160 parecia sua velocidade natural, como se fosse 80 por hora.
"Pelado", não pude ir trabalhar hoje. Ainda aguardo a mala, mas pelo andar das horas... Faltam 38 minutos pra acabar o prazo em que disseram que chegaria. :-(
Com isso fui passear no centro (a 3 km daqui). E é diferente curtir "minha" cidade de carro! Muito gostoso.
Ainda bem cansado. Jet lag de 5 horas pegando. Não fosse a espera pela mala, ia dormir agora mesmo (19:25 aqui).
Ah, café da manhã delícia - melhorou bastante desde a última vez!
A conexão para Hamburgo estava meio apertada - ainda mais que onde eu desci ficava a quilômetros de onde eu pegaria o outro vôo! Exagero. Mas eram terminais distantes. Tanto que minha mala resolveu ficar em França... que inveja que deu!
Pra compensar, meu carro alugado é um carrão! De grande (Golf Station Wagon) e de gostoso. Dei 190 km/h em trechos da Autobahn e 140-160 parecia sua velocidade natural, como se fosse 80 por hora.
"Pelado", não pude ir trabalhar hoje. Ainda aguardo a mala, mas pelo andar das horas... Faltam 38 minutos pra acabar o prazo em que disseram que chegaria. :-(
Com isso fui passear no centro (a 3 km daqui). E é diferente curtir "minha" cidade de carro! Muito gostoso.
Ainda bem cansado. Jet lag de 5 horas pegando. Não fosse a espera pela mala, ia dormir agora mesmo (19:25 aqui).
Ah, café da manhã delícia - melhorou bastante desde a última vez!
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