quarta-feira, 31 de outubro de 2012

empreendedorismo

Já freqüentei saunas gays e não-gays algumas vezes. Uma delícia suar por todos os poros, ainda mais pra mim que costumo ser bem "sequinho" enquanto outros suam em bicas.

Além dos banhos secos e a vapor (e hómi pelado), é um ambiente em que você pode/deve passar umas boas horas: tem bar, tv, filmes, piscina... (e hómi pelado.)

Mas a idéia em si tem um problema conceitual grave: MORO NUM PAÍS TROPICAL, pô! Sauna é coisa das Finlândias, rapaz!

Eis que vem o insight: criarei a SAUNARCONDICIONADO!!

Visualize comigo: cadeiras reclináveis tipo primeira classe de avião, com tv individual (a cabo e filmes/jogos/música); ambientes climatizados entre 0 e 24 graus (cada sala com 4 graus de diferença); desfiles de go-go boys só de sobretudo ou casaco de pele ou kilts escoceses; bar com chocolate quente (com e sem conhaque?) e afins; piscinas aquecidas; quartos para casais fazerem sexo, com lareira e edredom... e por aí vai!

FICAREI RYCAH!!!

Agora só preciso patentear a idéia e arrumar um investidor. Eike, olha eu!!

pavão misterioso

Quando a gente começa a trabalhar aos 15 anos facilmente se acostuma com o papel de ”arrimo de família”. Pensando melhor, a gente se acostuma com esse papel em qualquer época caso tenhamos condições de assumi-lo e caso não soframos de um egoísmo crônico. Tendo meios, é gostoso “prover”! Talvez até acione algo primordial ali pelo sistema límbico que nos recompense por cumprirmos a expectativa de “macho alfa” – talvez subconscientemente achemos que vamos comer muitas pererecas se pudermos “bancar as contas”. É um pensamento meio triste esse de sermos impulsionados por instintos mais que pela nossa vontade de “fazer o bem” mas, seja uma coisa ou seja outra, o que importa para este pensamento aqui, agora, é isso: quando a gente se acostuma a prover é difícil se acostumar a depender.

Um belo chute nas bolas do ego, eu diria. Ou nas tetas, no caso das meninas – e passei a entender perfeitamente toda a luta por emancipação do sexo oposto, culturalmente acostumado(/forçado) a ser mantido pelo seu macho mas que felizmente acordou e reagiu contra esse torpor.

Acontece que na dose certa, “depender” torna-se uma belíssima lição de humildade. E agora troco o “depender” pelos sentidos que pretendia desde o início: “deixar-se cuidar” e “pedir e aceitar ajuda”.

Saber amar é saber deixar alguém te amar. Gozado que esse verso da canção vem em todos os emails de notificação de “nota fiscal paulista” (verso escolhido por mim há alguns anos e que serve como atestado de autenticidade, nesses emails) mas somente este ano venho me permitindo ser amado naquele jeitinho que humilha mais: o financeiro. É mesmo bastante complicado a gente “dar despesa” pra outra pessoa, mesmo sabendo que essa pessoa não tem qualquer intenção de “domínio” sobre você (voltando ao sistema límbico, sim existem muitos que dominam e oprimem as relações com seu poderio monetário mas eu não estou namorando nenhum Eike Batista também...). Não sei se é mais fácil aceitar ajuda (ou presentes) de amigos que de amores, mas eu realmente passei a entender mais o desconforto dessa situação. Foi só a partir do momento em que acreditei de verdade que não estava me humilhando, que estava sendo acarinhado e cuidado (exatamente da forma como eu mesmo me alegro em fazer, quando dá!), que poxa... tudo ficou bem mais gostoso! “Saber deixar alguém te amar” tem muito a ver com o que eu escrevi ontem embora não esteja dizendo agora que aquele alguém esteja precisando desse tipo de ajuda.

Claro que por restringir a “conversa” ao aspecto “dinheiro” da coisa posso gerar indagações ou mal-entendidos. Sei muito bem que “i$$o” é somente um dos lados do “ser cuidado”. Falo dele, hoje, só porque é algo a que não fui acostumado e que por isso causou estranhamento algumas vezes nessa vida. Também, e por puro acaso do destino, não preciso de ninguém me sustentando...

… mas ontem, 33 graus no apartamento à 1h30 da madruga, eu já aceitaria de boa uma Vida de Princesa Britânica, ser completamente sustentado por um marido nababescamente rico, uma coisa bem “Val Marchiori”.

Porque ninguém merece torcer pra hora de ir pro trabalho chegar rápido só porque lá tem ar-condicionado!!

(Atualização - Tá confirmado: Neil Young ou Buffalo Springfield cantando "On the Way Home" são duas belas porcarias!)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

qual é o seu problema?

Já trocamos confidências mas ainda não sei como te abordar. Você é sempre reservado nas coisas que mais te importam e eu não quero invadir seus espaços nem abrir suas gavetas (como diria o outro) sem permissão. Mas também me pego querendo chegar de surpresa no seu apartamento e exigir que me conte tudo. Estou preocupado porque sinto que você precisa de algo que não consigo intuir o que seja de verdade. Dinheiro? Dou um jeito. Sexo? Dou outro jeito. Amor? Esse, o fraternal, tô doido pra te dar! Só não sei ler os sinais e fico chamando outras pessoas que me parecem mais próximas a você para que se mexam e te acudam. Não posso fazer isso, transferir a responsabilidade da amizade! Elas têm seus próprios problemas e compromissos, talvez não possam se envolver agora... Eu posso, só que ainda espero uma abertura. Uma chance de a gente sentar e conversar, bastando você dizer: “ – Vem!”. Você só diz “ – Brigado lindão”. Teu cu! Sem “brigado”. Quando vai me deixar entrar e te ajudar a resolver a parada? Ainda estou pedindo permissão.

 

Mas eu sei onde você mora.

 

E estou a caminho.

meu nome é legião

Uma das músicas que eu mais gosto na voz do Renato é de um cara que assim de lembrança não me fede nem cheira. Capaz mais de feder, embora seja pré-conceito meu. E por ser preconceito, meu Grilo Falante inferniza minha vida até que eu escute a versão original, o "cover original" e possa então falar com propriedade e conhecimento de causa: PORCARIAS!

Eu tenho aquele tema recorrente do "quero gastar mas não devo". Acontece que é quase verão e nessa época eu coloco o "lado B" pra tocar: preciso resfriar aquela casa ou morrerei! No desaparecido manual do apartamento está escrito: previsão para ar-condicionado. Isso em 2003. Desde então, ninguém sabe onde fica essa tal de previsão, que parede que pode-se esburacar ou qual tipo de aparelho poderia-se instalar. A sacada é minúscula, não comporta unidades condensadoras "normais", a menos que eu abdique de metade dela. En fin (an fan, pra você que não parlê francê), mesma velha história.

"E era sempre: - Não foi por mal... Eu juro que nunca quis deixar você tão triste! Sempre as mesmas desculpas e desculpas nem sempre são sinceras - quase nunca são..."

Ops, tô cantando! :-P

Vamos às novidades? Não quero forçar ninguém pra fora do armário mas ontem descobri que ainda desperto algum interesse no "mercado" aí fora: me disseram que eu tenho um admirador secreto nos rios de janeiros, tímido (?) demais pra comentar no blog ou me adicionar no Facebook. Eita, eu não mordo não!... Entretanto acho que devo esclarecer de antemão, e do meu jeitinho "egípcio", que no momento todos os assentos estão ocupados. Amizades fraternais, contudo, são bem-vindas.

"Não há mentiras nem verdades aqui, só há música urbana!"

No freezer, sorvete de cocada queimada com o verdadeiro Leite Moça nos ingredientes. Porque não existe amor em São Paulo, viu? Humpf!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

o prisioneiro do céu

Ermão continua a generosamente me abastecer de livrinhos digitais. E eu continuo a generosamente ceder meu filhote para a Mamãe, avó dele, que parece ter tomado gosto definitivo pela telinha. Tô órfão de tablet, rsrs. Mas tudo bem porque eu tenho um acervo em papel a consumir e lá pelo ano que vem, tudo dando certo, compro um Kinder Ovo ou similar pra ela.

Mas então reencontrei o tal "ebooks pack pt-br", arquivo com cerca de 500 títulos (QUI-NHEN-TOS!) nacionais, reunidos em reação ao fechamento do site iOS Books. Na época eu não tinha filho e não dei bola. Oxalá o torrent ainda esteja sendo compartilhado pra que Mamãe tenha um belo de um presente de Natal. Descobrirei esta noite. Também gostaria de fazer as 4 tatuagens que eu quero, tudo de uma vez, e instalar a meleca do ar-condicionado e...

... e é meio que um saco eu ter que repetir a velha história: IPTUs, IPVAs, seguros, transferir apartamento ou manter um pé-de-meia pra mais um ano apertado... Queria é pegar o 13° e sair dando (ui!) presentes pra todo mundo que eu gosto ou pelo menos aqueles pra quem nunca dei (ui!) nada! Conter-me-ei, contudo...

... ou não!

Pelo menos a boa notícia que faltava confirmou-se e eu não vou mesmo pra Nova Iorque agora em novembro - e nem é por causa da/do Sandy - mas quem precisava mesmo ir pra renovar as baterias todas, vai! Supimpa!

sandy, a devassa

Minha segunda-feira começa mais feliz com o resultado das eleições municipais em SP! Não sou ingênuo a ponto de acreditar que um partido, por si só, seja melhor ou pior que outro. Mas também preferi apostar na novidade por estar cansado das mesmas (feias) caras de sempre. Nem no Lula eu acho que votaria de novo, porque ele ficou feio sem barba e com aquela voz esganiçada! Mas good looks a parte, baseei meu voto nos benefícios que me chegam e nesse quesito ainda acho que a melhor Prefeitura na qual prestei atenção foi a da Marta, pelos corredores de ônibus, bilhete único e semente de “cidade limpa”. Então desejo ao tal Haddad a coragem, força e oportunidade pra fazer o melhor que puder (assim como desejaria a qualquer outro, depois de eleito), cumprindo as promessas de uma nova ponte na região e, mais urgentemente e através do provável novo sub-prefeito que já conheço, a resolução definitiva para o problema das enchentes do Ribeirão Vermelho. Verdade seja dita, foi somente a partir da entrada do deputado Cláudio Marcolino (PT) é que as obras começaram. (Verdade mesmo é que a coisa só começou porque que o Mau vem colocando diariamente o nariz dele na história há mais de 1 ano, mas a presença de um deputado de verdade interessado na questão só ajudou).

 

Yuck, chega de política!

 

Minha segunda-feira começa mais feliz porque acabo de ser lembrado de que na verdade já é terça-feira! Não é que eu tinha me esquecido do feriado na sexta?

 

E a semana começa mais feliz porque entramos no mês do meu dissídio. Yay, mais R$ 150 na conta = 1 pizza a mais (poderiam ser 2 mas já estou descontando a inflação, né?)!

 

Agora só me falta uma última boa notícia, hoje, pra eu voltar a acreditar que o Natal existe, que ninguém é triste e que no mundo há sempre amor! Aguardando...

 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

porque hoje é sexta-feira

Gosto do meu "Team Leader". Cara muito bacana, bem-humorado, competente, exigente e sem conversa-fiada: fala o que pensa pra quem quiser e não quiser ouvir. É da cultura dinamarquesa, também: não importa se o cara é o diretor-presidente do IT ou o faxineiro, se ele falar merda o povo desce o verbo. Ele é meu companheiro de café e de fruta, 3-4 vezes ao dia. Hoje depois do almoço sai de folga até 4ª feira, pois tem um tio chegando e vai passear com ele por Parati, Juqueí e afins. QUE BOM! Apesar de gostar dele, é sempre bom quando o chefe dá um tempo, né?

O chefe que mais me "cutucava no face" é o que mora nos Estados Unidos. Sempre querendo saber o que eu estava fazendo e enfiando mais trabalho chato na minha goela abaixo. Também bacana, ele. Diretor Regional (Américas) de IT. Com a implementação dos Team Leaders (tem mais um pros mexicanos), tem nos deixado, os peões, em paz. Mas com um de folga, podia se sentir na "obrigação" de supervisionar as coisas. Só que semana que vem inteira ele tá de férias também. E como a Empresa resolveu dar uma puxada no freio-de-mão agora no fim de ano, nem deve viajar pra cá em dezembro. TOMARA!! Porque ter um Diretor como papagaio de pirata no Natal é um presente que eu dispenso.

Também tem o meu gerente, na Dinamarca, mas este é bem tranquilo (e um tanto perdido, dá a impressão).

Aí vem novembro com feriados nos dias 02, 15, 16, 29 e 30 (folgas minhas). Se a Empresa fosse em São Paulo (município), dia 20 também teria folga. Mas este ano não dá pra reclamar de novembro. Ainda assim eu só ficarei feliz se outras pessoas conseguirem ficar bem: resolverem seus pepinos, viajarem pro exterior, férias, nababescos aumentos de salários, empregos conquistados (nas esferas públicas e privadas) e que mesmo quem está de "tpm" há 2 anos continue assim por mais 20 (porque nem é tpm do tipo ruim, nzé?)! Eles e elas merecem de verdade, merecem pra valer, e eu não vejo a hora de dar meus PARABÉNS por cada uma dessas conquistas!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

a culpa é das estrelas

"- Ele não é tão inteligente assim - falei para a Julie.
- Ela tem razão. É só que a maioria das pessoas muito bonitas é burra, por isso eu supero as expectativas.
- É isso aí. Ele é basicamente sensual - falei.
- A minha sensualidade pode meio que cegar - ele disse.
- Como de fato cegou o nosso amigo Isaac - falei.
- Uma tragédia sem precedentes, aquela. Mas dá para eu conter a minha beleza mortal?
- Não, não dá.
- É minha sina, esse rosto lindo.
- Isso sem falar no seu corpo.
- Na moral, não vou nem começar a falar do meu corpo sexy. Você não ia querer me ver nu, Dave. Na verdade, me ver pelado foi o que fez a Hazel Grace perder o ar - ele falou, fazendo um gesto com a cabeça na direção do cilindro de oxigênio.
- Tá, já chega - o pai do Gus disse, e então, do nada, me abraçou e beijou a minha cabeça, sussurrando:
- Eu agradeço a Deus todos os dias por você existir, menina."

camisa aberta, mamilos polêmicos

Noite passada convidei a Irmã para jantar peixe cru comigo. Normalmente vegetariana, não resiste a um (monte de) sushi(s) e algumas lascas de salmão. É o equivalente a eu, que não bebo, consumir apenas Veuve Clicquot Ponsardin (hello!!), mas (in)felizmente sou de manter os meus rígidos princípios moral-religiosos (?!). Divago... Convidei a Irmã pra jantar porque ela havia me dito estar tristinha. Dores de amores por um relacionamento que não caga nem sai da moita há anos. E lá fui eu, Poderoso Mestre e Senhor de Todas as Respostas (42!!) emprestar as orelhas e dar conselhos. Não sei se foram bons, posto que ela não pagou por eles nem pelo peixe cru, mas acho que finalmente resolveu virar a página. E fui dormir de pança cheia. Win-win. Mas hoje no almoço terei que ficar de pança vazia (só na frutinha) pra compensar as toneladas de arroz que consumi.

Mamãe já leu sei lá quandos e-livros no tablet. É uma máquina, aquela mulher. Será que ela pára pra fazer xixi? Tenho muitos em inglês então preciso começar a caçar outras coisas. Ou não, se não ela não me devolve mais o bichinho! Ainda descolo um Kindle Paperwhite pra ela. Vem, Amazon, e derruba esses preços pufavô! Agora é ensinar a velhinha a fuçar na iBookstore pra garimpar resenhas e amostras e então eu caçar o equivalente grátis em PDF (USD 9.99 por "A Culpa é das Estrelas"? Com certeza vale, mas se tem de graça... né?).

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ana amnésia

Eis que me chega o tal questionário com 472,5 perguntas que me pedem uma análise de toda a minha vida, atribuindo notas de 0 a 10. "Vixe!", pensei . Respondi agora cedo (não era tããão difícil assim) e seja o que Deus quiser e a Homeopatia recomendar. E por falar em crise da meia-idade, ontem foi noite de repor os estoques de remédios: Finasterida pra não ficar (ainda mais) careca e Fluir. "... (formoterol) está indicado na profilaxia e no tratamento da broncoconstrição em pacientes com doença obstrutiva reversível das vias aéreas, como asma brônquica e bronquite crônica, com ou sem enfisema. Profilaxia de broncoespasmo induzido por alérgenos inalados, ar frio ou exercício. Como o efeito broncodilatador de Fluir é ainda significativo 12 horas após a inalação, a terapia de manutenção de duas vezes por dia pode controlar, na maioria dos casos, a broncoconstrição associada a condições crônicas, tanto durante o dia como à noite." Eu uso 1 vez só por noite e só quando sinto que vou precisar. Não diariamente. Ainda (desde 2010) aguardo o Butantan e o laboratório Cristália liberarem o tal veneno de niquim (google it), mas ainda vão mais 3 anos nessa... Pra finalizar, também farei um experimento com um tal de "gel umidificante Bioténe Oral Balance". A gente compra um carro e esquece do custo de manutenção, né mes?

Dois Big Bang Theory (nova temporada) em seguida, hooray! Era pra emendar com o S03E02 do Walking Dead, mas a Dona Fox tá perdida no verão: enquanto informava estar exibindo o seriado, o que passava na tv eram Os Simpsons. Aí fui lavar louça e tomar banho, programando pra gravar das 22h30 até 00h30 só pra garantir. Essa temporada tá fazendo sucesso lá fora mas não achei nada demais o primeiro episódio, confesso.

Me deitei às 23h, apaguei as luzes e... medo. Daqueles tipo "tem espírito/bicho papão neste quarto!". Há muito tempo não acontecia embora não é algo que me seja de todo estranho. Então acendi o abajur e botei música pra tocar enquanto bisoiava os facebooks, instagrams (mserrano dorme tarde!) e ipads mini da vida. Estava com sono mas só arrisquei fechar os olhos quando o relógio marcou 01h00 - sem ter quem abraçar é mais complicado ter coragem. Verdade que desde aqueles poucos meses em que engolia um "Smartcaps" por dia, depois do almoço, nunca mais minha necessidade de dormir foi a mesma: antes eu não passava das 22h30 sem ficar grogue e o dia todo bocejando, agora fico bem com 7 horas apenas e não sei se isso é normal. Mas com apenas 5 horas de descanso, hoje, naturalmente estou capengando um pouquinho.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

como esse cara da cipa enche o saco...

Faltam 2 meses para o Natal e pouco mais de 5 meses para minhas férias (caso me permitam tomá-las quando quero - de 1 a 30 de abril, nesse ano mais bacana que o usual março porque a sexta-feira anterior é feriado e a quarta-feira subsequente também). Mas, estranho, ando com aquela sensação de final de ciclo como se estivesse pra fechar o ano (do calendário ou do trabalho). Mesmo quando temos muito pra fazer, chegam as Festas ou as Férias e a gente entra noutro ritmo, é o que eu quero dizer. E é bom, sempre é boa a expectativa desses merecidos descansos anuais. Não sei se é efeito do Floral de Bach ou - mais pé no chão - do resto de 13° e um neco de "participação nos lucros" que se avizinham e cujas cabecinhas já vislumbro ao longe. Não trocarei o Michel por um HB20X muito menos um DS4. Não comprarei um MacBook Pro Retina Displa e nem preciso - tô satisfeito com as minhas coisas materiais todas! Ok, vá lá... gostaria de redecorar o apartamento inteiro, mas o foco ainda tem que continuar em transferir o outro pras Meninas (um processo meio custoso) pra eu poder amortizar o meu com o FGTS e, tudo correndo bem, recomeçar a recompor a renda aos poucos. Nesse ritmo, calculo que 2016 ou 2017 seriam bons anos pra começar a namorar! :-) Presentes, restaurantes, shows, viagens... Claro que não sou assim tão superficial contudo que é gostoso poder cobrir o amado de mimos isso ninguém pode negar e, teoricamente, é num começo de namoro que a gente se esforça mais.

Clichê, pois: tenho que agradar com quem eu sou e ofereço o que posso fazer com as próprias mãos, por assim dizer.

Não ficarei surpreso se for pouco. Sem falsa modéstia. Cada pessoa, afinal, tem suas necessidades e de repente posso não ser eu a satisfazê-las, vai saber? Observo isso sem qualquer estresse (tenho me sentido bem!). Mas por enquanto é mostrar o meu melhor, principalmente, e o meu pior também - pacote completo. Dizem, e eu torço, que uma base sólida sustenta o arranha-céu.

Eu sempre miro o céu.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

bittensweet memories

Neste sábado passado, a viúva do fundador da Empresa completou 100 primaveras (literalmente, se considerarmos o hemisfério sul). E para comemorar todas as filiais do mundo todo comeram bolo, hoje. C-e-m aninhos. E tá firme e forte, a véia. Euzinho não tenho medo de envelhecer e me pego intrigado e quase fascinado quando noto os cabelinhos brancos. Também anseio pelas novidades que os anos trarão de um modo geral e na Tecnologia em particular. Robôs? Ciber-implantes? Sintetizadores de comida a la Star Trek (meu sonho de consumo absoluto)? Alienígenas?? Mas também não veria mal em bater as botas amanhã pra finalmente saber o que (não) tem do Outro Lado. É que eu sou muito curioso por natureza e pra eu ficar feliz basta me mostrarem novidades, mesmo que seja um livro escrito há 438 anos. E sim, além das coisas"exteriores", repito, me interessa minha própria evolução/decadência(?) corporal. Tô doido pra fazer 40! Impaciente pra me conhecer aos 50. Tudo isso com esperanças otimistas: daremos um jeito na poluição, na fome, na sede global e nenhum asteroide virá nos anilquilar. Ou que venha o asteoide - de verdade não tenho medo de morrer, só não curto a ideia de sofrimento prolongado (fome, sede, doença). Enfim, feliz aniversário, Sra. Clausen!

pessoa comum

Fim-de-semana supimpa cujas maiores novidades foram Mamãe lendo PDFs no iPad (esgotou a bateria, então deve ter lido bastante!) e o retorno do meu sapato marrom, que havia meses estava pra ir a um sapateiro e, portanto, me restringia ao uso do meu outro par de sapatos, preto. Sim, só tenho dois pares, hihihi! Agora é o preto que vai pra recauchutagem, mas deve demorar menos... Ah , sim! Também ia começar com a homeopatia mas o remedinho só chega esta semana. Então o tiozinho me (i.e. para a Irmã) vendeu um Floral de Bach, que estou usando mientras tanto. Não sei dizer se fez efeito mas dormi bastante na tarde de sábado, o que proporcionou excelentes fim-de-tarde/noite/madrugada!

Mudando de assunto.

Não ligo o nome da pessoa às músicas, mas o tal do Pulp vem pra show baratinho (R$ 80 pista, meia-entrada) daqui a um mês, no Via Funchal (melhor casa de shows de SP, dizem). Todos os amigos descolados parece que vão. Da banda mesmo só conheço a "Common People", mas é uma música da qual gosto imenso! Problema n° 1: show é numa quarta-feira. Problema n° 2: a versão da Common People que eu adoro é a com William Shatner e Ben Folds, hihihi! Solução n°1: pleitear 2 folgas (pra quinta e sexta) com o chefinho. Solução n°2: imagino que hajam outras músicas que eu já tenha escutado e até goste sem saber, o que posso verificar no Rdio estes dias. Duas soluções a conferir e, então, me decidir. A comichão existe e se o cartão de crédito virar logo... Mas é uma pena que o Kirk não vem!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

who watches the watchmen?

Começou a caça às bruxas na Empresa. Quer dizer, mais ou menos. Temos um link de internet tosco, 4Mb/s pra 100 pessoas, que obviamente não dá conta. Então, ao invés de pagarem por uma fibra ótica de pelo menos uns 20 Mb/s, eles preferem puxar relatórios de consumo de banda. Em primeiríssimo lugar deu Apple. Claro, com essa montanha de iPhones plugados no mesmo link e baixando joguemos (via wi-fi), só podia dar isso. O mais interessante (burro) é que temos pacote 3G "ilimitado", mas ainda assim a instrução é pra usarmos o wi-fi enquanto estivermos aqui. Em segundo lugar deu Facebook e em terceiro, R7 (ugh!). Meu querido mega-chefe já disse pros outros mega-chefes que se quiserem ele manda puxar um relatório por pessoa. MEDA!! Tenho a meu favor a viagem de 2 semanas, o que reduz bastante minha "pegada ecológica", mas também dei uma ligada no "fuck-se" esses dias e botei Rdio pra tocar o dia todo. Hmmmm... capaz de eu precisar de um iPod, afinal? Mas streaming é tão bom... talvez tenha que me acostumar a criar "playlists" para o dia e baixar pra escutar em offline. Problema são os fones de ouvido: nenhum pára nestas orelhinhas lindas...

Todo mundo conhece o princípio da homeopatia? ֹÉ assim: quanto menos comida você come, mais a fome aperta. Quanto menos sexo você faz, mais louca da xereca você fica. Então quanto menos "remédio" você toma, mais foderoso o efeito dele. Uma pessoinha muito linda e amada está pra me "analisar" e me receitar umas bolinhas de açúcar. Andar com fé eu vou pra conseguir relaxar mais e me curar de todas as mazelas deste mundo, apenas no Zé Gotinha. Acho que tem potencial!

Noite passada fiquei acho que 2 horas de papo com a Mamãe no Ipêrtamento. Aproveitei pra ensiná-la a ler livros no iPad (convenhamos, é um aparelhinho/sistema operacional dos mais fáceis de usar) pra ver se ela curte a experiência. Ela ficou toda feliz e vai "alugar" o meu tablet este final de semana, posto que não me fará falta. Se a Amazon realmente comprar a Saraiva e praticar um preço decente, acho que rola um Kindle pra velhinha...

Bom, com esse "big brother internético" pairando por aqui, ficarei restringido ao celular e ao 3G. Não tenho conseguido comentar em alguns blogs porque é um tormento digitar aquelas letras e números de segurança pelo iPhone e também às vezes o "postar um comentário" simplesmente não faz nada. O segundo caso é o do Cara Comum, hoje, mas eu queria muito dizer-lhe: filhote, se quiser usar crocs, meias brancas com social, cueca vermelha ou vestido com coturno e barba homeless, vai fundo! Não garanto que você arrume namorado nunca mais nesta vida, mas o importante é se sentir bem! :-)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

summer time

Fato: não consigo dormir além das 5h30 quando o Sol já entrou em Horário de Verão... Ele me chama pra vida lá fora.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

o palhaço

Ele 1 tem sempre o mesmo comportamento: cria situações de conflito para, no final, aparecer como vítima. Coisas corriqueiras, desimportantes, para as quais bastaria um recado "ei, preciso disto de você por causa disto" ou "você se importa se eu fizer aquilo?", cujas respostas Ele 1 sabe que seriam "opa, sem problema, fique à vontade!" (porque Ele 2 há anos deixa claro que seria essa a resposta) viram oportunidades de Ele 1 transformar Ele 2 num cara cruel, chato, insensível, nervoso, estressado. Que será isso? Necessidade de atenção, com certeza. Ele 1 queria um pai mas seu pai não correspondeu. Talvez Ele 2 cumpra esse papel agora: o de disciplinador, o de alguém contra quem se rebelar. Sorte que não são namorados! Ele 2 diz que não vai cair na chantagem emocional nunca mais. Sempre cai. Fica se perguntando se é mesmo cruel, chato, insensível, nervoso, estressado. Ou se é Ele 1 que o deixa assim. E já está com sintomas de bruxismo, seu destista percebeu. Talvez Ele 2 precise mesmo dar mais atenção a Ele 1, enquanto amigo. Mas esse teatro de conflitos lhe impede. Ele 2 está convencido de que não é ele que tem que quebrar o círculo vicioso. Ele 1 também é dono da razão. Aí Ele 2 fica de "monstro" para os amigos de Ele 1, "que não sabem pelo que eu passo", diz. Ambos precisariam de terapia, tenho certeza. Mas o programa da GNT não é tão bacana assim.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

idiomáticas

Estava eu lutando pra explicar à minha colega venezuelana qual era a cor do burro quando foge e como esta é mais uma daquelas expressões que não se podem traduzir apenas pela frase em si, posto que as palavras (e mesmo, em alguns casos, o sentido das expressões) foram alteradas ao longo do tempo. Exemplo:

"Cor de burro quando foge" vem de "corro de burro quando (ele) foge" (bicho manso que, quando provocado, pode ser bem agressivo)
"Quem não tem cão caça com gato" vem de "... caça como gato" (quem não tem força, usa a inteligência)
"Batatinha quando nasce..." na verdade "... espalha ramas pelo chão"
"Bicho carpinteiro" não existe, mas um moleque atentado tem é "bicho no corpo inteiro"
E a famosa "cuspido e escarrado" sendo uma variante de "esculpido em (mármore da região italiana de) Carrara"

Ainda sem saber direito porque ela fazia caretas com a história do burro, mandei isso tudo por escrito. Aí ela aliviou-se:

- Ah, es assim! Achei que era com una "d"...

Deixo-lhes, portanto, sua graciosa dúvida: qual é a cor de um burro quando ele fode?

a culpa é das estrelas

"Acho que eu estava olhando fixamente para o Encorajamento acima da TV, a ilustração de um anjo com a legenda: Sem dor, como poderíamos reconhecer o prazer? (Essa é uma discussão antiga no campo das Reflexões Sobre o Sofrimento, e a ignorância e a ausência de sofisticação da frase poderiam ser analisadas por vários séculos, mas é suficiente dizer que a existência do brócolis não afeta de forma alguma o gosto do chocolate.)"

Às 30 e poucas páginas, já um fortíssimo candidato à Excelência Supimpástica.

música em minha vida

De sábado pra domingo sonhei que estava naquele mesmo teatro e que de repente, durante/depois do espetáculo entrou na plateia mesmo, cantando, a Amy Winehouse/um travesti imitando a Amy Winehouse. Não dava pra ver muito bem, eu estava distante e no alto, mas via o cabelão e a voz era exatamente a mesma (e era ao vivo, não dublagem). Todos visivelmente emocionados como se fosse uma reencarnação da "diva" se materializando. Mas o mais intrigante é que eu não sou fã da Amy, conheço 1 canção bem e outras 2 ou 3 mais ou menos. Mesmo assim, ela cantou algo completamente inédito, completo, e em inglês. Uma música bem linda, na levada de "tonight I'm yours completely". De onde o cérebro inventa uma música assim, do nada?

Já hoje o sonho era uma reunião de departamento numa sala mais ampla, acho que o refeitório. Havia colegas mexicanos, dinamarqueses, até minha mãe estava lá. E quando a reunião (bem descontraída) terminou, a coisa era mais pra uma dessas confraternizações com artista convidado pra cantar, sabe? E quem era o artista? Laura Pausini! Entrou e se juntou a nós, sem banda nem nada, e me chamou pra dividir os vocais de La Solitudine com ela! Eu meio envergonhado mas impressionei a todos - e a ela - cantando direitinho e exatamente no mesmo timbre do meu finado ídalo Renato Manfredini Jr. Senti que ele ficou com vontade de lançar minha carreira artística!

Não sei o que significam esses sonhos. Mas eu acordo bem feliz quando os tenho. E a música, bem, apesar de eu estar a anos-luz de quase todos os meus amigos no quesito "cultura", não tem mais um dia sequer que eu não passe escutando alguma coisa. Ou cantando!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

matt leblanc

Ainda sob efeito do jet lag, na sexta-feira acordei às 5h e pouco da madrugada e no sábado às 6h17. Então resolvi cortar a imensa juba e procurar um esquentador de marmita, que o meu arriou. Não achei o esquentador, mas gostei de ver meus cabelinhos brancos! Acho que vou ficar bonitinho quando grisalho de verdade. E se me serve de consolo, o Alê - precisamente 6 anos mais novo - tá igual que nem! Ele diz que é o estresse causado pela Empresa. Sei não: conheço gente que sofre pacas no trabalho e não tá grisalha. Só meio careca... :-P

aparecido


Fiquei muito bem impressionado com o Teatro Bradesco, no Shopping Bourbon. Muito espaçoso, muito bonito, realmente impressionante por ser dentro de um shopping. Por enquanto desconheço salas de outros shoppings então a opinião é parcial e limitada, mas não menos verdadeira: recomendo o local. E para a minha estreia nele, acho que "Priscilla, A Rainha do Deserto" foi uma escolha perfeita. Excelente musical! Em cartaz há já uns bons meses, quem puder assisti-lo que o faça e não se arrependerá. Definitivamente voltarei mais vezes ao teatro (esta e outras salas) e a novos musicais e peças!

Outra "incursão cultural" que fiz é a leitura de "O Terceiro Travesseiro", best seller e considerado um marcus* da literatura lgbt. Foi de uma tacada só, em 2 horas. É bom, mas não achei tudo isso não. Sei lá, principalmente o comecinho me parece que faltou um desenvolvimento ali e... não quero dizer mais pra quem ainda não leu o livro. Recomendo, sim. E eu nunca faria melhor, portanto não é "crítica" mas apenas uma opinião sem conotação pejorativa. Há um par de meses descobri um "nicho" bem bacana pra eu exercitar a leitura: manhãs de domingo. Delícia!

Também terminei de assistir ao "The Newsroom", seriado da HBO, numa maratona de 6 horas. Utopicamente idealista e "politicamente correto", me é bem claro que só na cabeça do autor existe algo parecido no mundo real. QUE GRANDESSÍSSIMA PENA!

Agora é retomar a vidinha. Roupas foram lavadas, passadas e guardadas, reuniões marcadas e aceitas, despesas serão reportadas. Tô me sentindo muito bem nesta segunda-feira. E espero ter outros finais de semana como o que passou!

*trocadilho com nome do personagem principal

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

voltou

Bateu o gongo da meia-noite! Já é oficialmente "amanhã" e a mala está pronta! Fiz um lanchinho há pouco pra ganhar uma energia (e torcer pro tal Red Bull ter realmente algum efeito), porque dirigir naquela estrada reta e escura de madrugada pode dar sono. Não consegui dormir de verdade desde que cheguei no hotel (às 15h daqui) mas dirigindo fico alerta. Agora é ver se não esqueci nada, dar mais um tempinho e sair atrás de posto de gasolina aberto (ou cuja bomba funcione - não existem frentistas) pra não chegar na Alemanha só "no vapor". O painel marca 200 km de autonomia e o GPS indica 144km de viagem. Claro que o consumo pode ser maior a 100-120(-140? No creo!) km/h. Então é isso: tchau, pessoal. Ou o correto seria "oi'? Ooooooi!!!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

rapidinha

Ontem me permiti ter um jantar digno! E caro (R$ 95), mas é a média por aqui. E hoje novo jantar supimpa, desta vez com os colegas. Depois dele ainda levei o indiano pra "casa". Ele tá hospedado na cidade vizinha (ainda menor que esta). Medo na estrada! Porque tudo escuro e sem referencias laterais (fazendas e campos). Num momento achamos que tínhamos nos perdido mesmo sendo uma estrada única daqui até lá! Mas deu tudo certinho.

Amanhã, último dia. Sem grandes compromissos. E de madrugada pego a Autobahn pra Hamburgo. Chego na quinta às 17h! Yeah!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

perder as malas

Perder a mala foi um sinal! Quando saí de Hamburgo sem ela, tive os dois dias mais felizes desta viagem: eu estava livre, solto, um carrão com tanque cheio e eu sem qualquer "peso" nas minhas costas!  Depois a mala (e o peso) voltou.

Todo mundo já escutou aquela balela do "estar bem consigo pra estar bem com outro". Conversa pra boi dormir que entra por uma orelha e sai pela outra como tantas outras "auto-ajudas" da vida. Até quando a sentimos na pele.

Cometi um erro nesta viagem: vim pra cá mas deixei o rabo preso lá em casa, ou seja, não curti o "presente" (temporal e emocional) de estar aqui. Ao invés de ir num restaurante bacana, por exemplo, eu corri até o McDonald's, Subway ou até a lojinha do hotel só pra poder voltar pro meu quarto onde tenho internet. E ali ficava esperando um novo email, uma nova foto, uma mensagem, uma postagem, alguma coisa no Facebook... Digo "uma" em sentido figurado: queria uma avalanche delas pra me fazer companhia! À medida em que não chegava nada (foi uma semana particularmente "distante" pra todo mundo que podia suprir minha carência) eu fui ficando mais triste. Então chegou um comentário sarcástico num "pedido de ajuda" meu e aquilo terminou de me derrubar. Claro que não foi intencional por parte da pessoa... Mas agora eu acho que me foi muito necessário!

(Clima e fuso horário também contribuíram.)

Quando eu morava com minha Mãe, gostava de ficar sozinho. Fechava a porta do meu quarto e assistia a minha televisão, lia os meus livros, escutava a minha música. Mas isto com Mãe e a Irmã do outro lado da porta (num "apertamento" de 50m², estavam literalmente bem perto)! Em outras palavras, (percebo agora que) eu curtia uma "solidão" muito egoísta, mantendo distância suficiente apenas pra não ser incomodado, mas também pra ser "servido" prontamente caso eu desse um grito de "manhêêê, tô com fome!!"

Nestes últimos dois anos eu vivenciei que ter a pessoa amada muito perto me sufoca mas tê-la muito longe me deixa sem ar. Se eu fosse emocionalmente saudável os dois extremos seriam ruins e eu teria todo o direito de pedir mais espaço ou mais atenção! A questão é que não sou/estou saudável, portanto acho que o "meio" é que (no momento) não me faz bem: se a pessoa amada me desse um espaço ou chegasse mais perto, talvez isso só alimentasse aquela "solidão egoísta" a que fui acostumado durante anos. Já esses "extremos" talvez me ajudem a sair dessa zona de conforto e aprender algo novo.

Então no fim-de-semana veio a monja do Ermão, a filosofia ioga do UOL, o livro @mor que eu falei ali atrás. E a "auto-ajuda" fez todo o sentido: preciso curtir o presente. Viver o momento presente, estar sozinho quando eu estiver sozinho, estar com os amigos quando eu estiver com os amigos, estar com a pessoa amada quando estiver com a pessoa amada, estar na Dinamarca quando estiver na Dinamarca e no Brasil quando estiver em casa. Não deixar que cada um desses momentos invada muito o outro. Não querer estar muito "acompanhado" quando estiver sozinho (xô, internet!), vice-versa e etc.

Estar bem comigo mesmo quando estiver comigo mesmo pra estar bem com o(s) outro(s) quando estiver com ele(s).

Isto que almejo ainda é o "meio", o "equilíbrio", mas é bem o oposto daquele egoísmo ali do parágrafo acima.

Ainda não estou tranquilo ou feliz, ainda não tenho essa clareza toda internalizada em mim. A monja falou (e o Braccini sempre fala!) e desta vez eu prestei atenção: estar zen é um trabalho árduo, diário, e só eu posso fazê-lo. Dei um primeiro passo, e isto já me basta neste momento.

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P. S.: Um texto muito bom sobre "santocha", a prática do contentamento sobre a qual acabo de escrever, pode ser lido aqui.

domingo, 7 de outubro de 2012

eu maior

YAMAS (comportamentos a evitar)

• Não agredir (“ahimsa”): a violência não está restrita aos atos, mas também às palavras e ao pensamento. “Em uma vida a dois, significa não fazer para o outro o que você não gostaria que fizessem para você. No ambiente profissional, vale como um conselho para não buscar promoção à custa do fracasso e do rebaixamento de outros colegas”. Profissionais que cobram de suas equipes o cumprimento de metas sem lhes dar condições adequadas, como tempo suficiente para executar as tarefas, estão praticando uma forma de violência,
• Não mentir (“satya”): “a verdade é a base de qualquer relacionamento pessoal ou profissional, pois sobre ela também se sustenta a confiança”. É preciso ter bom senso, contudo. Há situações em que a sinceridade pode provocar ofensas e agravar um quadro já complicado. “Você não visita um amigo no hospital e diz a ele o quanto ele está abatido”, por exemplo
• Não roubar (“asteya”): não quer dizer apenas subtrair coisas físicas, mas também ideias, tempo e até a boa vontade do outro. Outros exemplos: “o ciúme é uma forma de roubar o tempo de seu companheiro. O mesmo ocorre quando você força, sem necessidade, uma pessoa a escutar os seus problemas e até os de outras pessoas”
• Não abusar dos excessos (“brahmacharia”): comer e beber adequadamente e praticar sexo de forma saudável, sem exageros, são algumas possíveis interpretações para esse conselho. A orientação também está ligada à ideia de que não devemos restringir a alguns momentos do dia – como a hora da meditação –, o dever de ser verdadeiro, de cultivar bons pensamentos e de sentir-se puro. “As barreiras entre o sagrado e o profano devem ser eliminadas”
• Não possuir com apego (“aparigraha”): “em um relacionamento, uma pessoa não pode privar a outra de oportunidades. Não somos donos de ninguém, apenas temos o privilégio de desfrutar da companhia delas por certo período”. O consumismo é criticado sob a ótica desse conceito. “A orientação é para não acumular coisas. Coloque em uso o que você tem e, o que não precisa, doe”.


NIYAMAS (comportamentos a cultivar)

• Pureza (“saucha”): na ioga, há vários exercícios de limpeza física e mental. A meditação é um meio de purificação, por exemplo, pois ajuda a tirar da mente os “entulhos”. Pensar de forma coletiva é mais uma forma de manter-se limpo. Na situação oposta, ser omisso e conivente com situações com as quais você não concorda, vai contra isso
• Contentamento (“santocha”): reconhecer aquilo que se tem em vez de buscar o que está faltando. Outra interpretação aponta para o sentido de não esperar reconhecimento ou retribuição por algo que você fez ou que supostamente merece. Contentamento é não ter esse tipo de expectativa.
• Disciplina (“tapas”): persistência na prática e na manutenção de atitudes corretas. “Em todas as situações do dia a dia, como no trânsito, que é uma situação estressante, a pessoa deve se conter para manter a mente pura”. Também é preciso somar disposição pessoal e exercício constante para transformar esses princípios em modo de vida. É como o processo com o aprendizado de um idioma, que requer tempo e acontece aos poucos por meio de treinos, participação em aulas e estudos contínuos
Autoestudo (“svadhyaya”): aponta para a necessidade de nos conhecermos, condição necessária para agirmos com clareza e discernimento. “As pessoas se identificam como sendo umas diferentes das outras, mas, em essência, são todas iguais. Reconhecer isso é importante para a convivência, pois leva à constatação que o outro é exatamente como você, com as mesmas dificuldades e necessidades”
• Entrega (“ishvarapranidhana”): estabelece a importância de dedicar-se a uma divindade e acreditar que há algo superior, seja qual for o contexto religioso. “É um conselho válido para compreendermos nossa relevância no universo e aceitarmos que as coisas não acontecem do jeito que queremos”

sábado, 6 de outubro de 2012

chato e carente

Quando viajo a trabalho, pela obrigação de trazer o trambolhoso notebook, não tenho o hábito de trazer livros. Falha minha - seriam ótimos companheiros e além da mochila existe a mala, que não pesa nas minhas costas. Tampouco trouxe o iPad porque esse sim disputaria espaço com o notebook e - pior! - poderia sair machucado.

Mas tenho aqui um .PDF no trambolhoso mesmo. E hoje, depois de alguns dias tristonhos como a chuva fraca e insistente, resolvi finalmente iniciar a leitura junto com o sol que apareceu esta tarde (mas ainda são 10°C, tá?).

@mor (Daniel Glattauer) vendeu mais de milhão de cópias na Alemanha e já foi traduzido para 32 idiomas. "Tudo começa com um e-mail enviado para o endereço errado. Emmi está tentando cancelar a assinatura de uma revista, e Leo acaba recebendo seu raivoso e-mail por engano. Uma vez que tudo é esclarecido, eles não tem qualquer tipo de comunicação por meses. Um “Feliz Natal e um Próspero Ano Novo” formal, enviado por Emmi provavelmente para toda a sua lista de contatos, abre a porta para vários e-mails trocados entre eles então." (...)  "É um romance contemporâneo, pode até parecer despretensioso e banal, mas é tão intenso e perigoso que pode ser considerado um livro maravilhoso quanto toxicamente cruel."

A narrativa é inteira feita de trocas de emails. Não há cenas, não há locações, apenas emails, réplicas e tréplicas. E estando em viagem, eu não poderia ter escolhido melhor (não escolhi - foi o "acaso"). Sozinho no meu quarto, quando cai a noite também eu busco por calor humano. Nem que venha de uma tela de cristal frio.

tanto tempo

2002
2006
2012

Minha companheira destas (e outras) aventuras.

chove lá fora e aqui...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

hverdagen

6h15. O celular me desperta, tomo-o do chão (acarpetado), vejo as fotos do Instagram e passo rapidamente pelo Facebook. Apago os emails "spam" e leio os dos amigos. Me levanto. Abluções matinais, me visto e vou tomar café. Um copo de suco. Ovos mexidos e bacon. Talvez uma fatia de brie pra derreter por cima. Outro copo de suco. Pão, manteiga, geléia, fatia de queijo, fatia de presunto, fatias de mais outros embutidos que não sei o nome, duas rodelas de pepino ou tiras de pimentão ou uma colherada de ricota. Fecho o sanduíche e como. Penso num terceiro copo (pequeno) de suco mas começo a ficar cheio. Pego uma cumbuquinha e coloco uma concha de müsli orgânico e a turbino com mais frutas desidratadas: uvas, bananas, coco, mamão... Ah, e sementes de gergelim (bem maiores que as do famoso lanche). Por cima o iogurte de morango e banana - tentei o grego uma vez mas é muito espesso (e gordo). Misturo a gororoba até umedecer os grãos. Penso novamente que em casa meu desjejum é um copo de suco e... só. Mas aqui, é pra garantir não ter fome até o almoço. Volto pro quarto, um último "tapa" na cabeleira (nota: sempre cortar a juba antes de viajar), visto a jaqueta de couro, pego as chaves e vou pro meu carro. Então invejo o Chico Buarque. 7h30.

Atualização: almoço foi batatas assadas, brócolis, lombo (de porco) com molho de champignons. Fora isso todo o resto que sempre tem (pães, legumes, verduras, queijos...). E uma sobremesa de morango (tipo mousse, com chantily e pedaços de fruta). 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

dinamarca 2012

Hoje parei pra conversar com os coleguinhas de 2001. O povo que era do meu departamento na época em que morei aqui, quer dizer. Gente bacana! "Juan Pedro" Kristensen, "Claudio" Christensen (todo mundo é filho de Jesus nesta terra...), Flemming... Pessoas que viajaram comigo pelos países vizinhos ao Brasil quando o sistema foi implantado em cada um deles. A impressão que eu tenho é que existem 2 classes de dinamarqueses muito distintas: os que são muito legais e os que são muito chatos. No meu departamento "novo" (desde 2004) a predominância é de chatos: povo do "te vira que tô ocupado" e "te vira que o povo já foi almoçar e não te esperou". Um pouco de exagero meu, talvez, mas não tem comparação com a turma "legal" de outrora, quando um coleguinha ligou pro meu então chefe (na Noruega) brigando pra ele vir me dar as boas-vindas na minha nova vida de expatriado, por exemplo. Portanto não é simplesmente um caso de "o passado sempre parece mais bacana". Claro que nem todo mundo no meu departamento é chatinho. Meu chefe é fofo e pediu pro outro carinha aqui organizar/marcar um jantar pra gente (eu, uma colega nativa nova aqui, talvez o indiano e eles dois). Terça que vem.

Almoço? Batatas cozidas e carne de porco, no primeiro dia, macarrão parafuso com legumes em tirinhas e molho de tomate, ontem. Nada que mereça uma foto no Instagram.

Atualização pós-almoço: parece que as coisas melhoraram na cantina! Hoje foi uma espécie de trouxinha de massa meio folhada com salada (?) de camarão e molho (não sei de quê). Fora isso sempre tem pães, queijos, frutas, frios. E batatas. Meu sub-chefe, depois do camarão, fez um smørrebrød só com roquefort. Sabendo que eles não escovam os dentes por aqui depois do almoço imagino que hoje ele não vai beijar ninguém!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

frança, alemanha, dinamarca 2012

Então a viagem foi longa. Porque boa parte dela foi "de dia", rumo a Paris. Comidinha do avião bem boa!

A conexão para Hamburgo estava meio apertada - ainda mais que onde eu desci ficava a quilômetros de onde eu pegaria o outro vôo! Exagero. Mas eram terminais distantes. Tanto que minha mala resolveu ficar em França... que inveja que deu!

Pra compensar, meu carro alugado é um carrão! De grande (Golf Station Wagon) e de gostoso. Dei 190 km/h em trechos da Autobahn e 140-160 parecia sua velocidade natural, como se fosse 80 por hora.

"Pelado", não pude ir trabalhar hoje. Ainda aguardo a mala, mas pelo andar das horas... Faltam 38 minutos pra acabar o prazo em que disseram que chegaria. :-(

Com isso fui passear no centro (a 3 km daqui). E é diferente curtir "minha" cidade de carro! Muito gostoso.

Ainda bem cansado. Jet lag de 5 horas pegando. Não fosse a espera pela mala, ia dormir agora mesmo (19:25 aqui).

Ah, café da manhã delícia - melhorou bastante desde a última vez!