quinta-feira, 19 de abril de 2012

panóptico

"No final do Séc. XVIII o filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham concebeu pela primeira vez a ideia do panóptico. Para isto Bentham estudou 'racionalmente', em suas próprias palavras, o sistema penitenciário. Criou então um projeto de prisão circular, onde um observador poderia ver todos os locais onde houvesse presos. Eis o Panóptico. Ele também observou que este mesmo projeto de prisão poderia ser utilizado em escolas e no trabalho, como meio de tornar mais eficiente o funcionamento daqueles locais. Foi naquele período da história que, segundo o francês Michel Foucault, iniciou-se um processo de disseminação sistemática de dispositivos disciplinares, a exemplo do panóptico. Um conjunto de dispositivos que permitiria uma vigilância e um controle social cada vez mais eficientes, porém, não necessariamente com os mesmos objetivos “racionais” desejados por Bentham e muitos de seus antecessores e contemporâneos. Dos anos 60, do Séc. XX, quando Foucault escreveu suas primeiras obras, até o início do Séc. XXI, novas tecnologias de comunicação e informação surgiram, permitindo novas formas de vigilância que por vezes se tornam tão dissimuladas que não são facilmente percebidas pelos indivíduos. Tornam-se também naturalizadas, não deixando claros todos os objetivos de quem se utiliza daquelas novas técnicas de vigilância. Nestes novos tempos a vigilância também vem adquirir uma nova característica. A possibilidade de observação de todos sobre todos. Hoje é possível ao patrão ler mensagens de correio eletrônico de seu empregado, mas também existe a possibilidade de colegas lerem mensagens de colegas, maridos de esposas, pais de filhos, a partir de ferramentas gratuitas disponíveis na Internet, por exemplo. Empresas conseguem, a partir de celulares, monitorar o local onde se encontram seus empregados. Governos e crackers podem, com o instrumental adequado, ter as informações bancárias de qualquer cidadão, a partir de banco de dados individuais (como aqueles referentes a antiga CPMF, por exemplo) e câmeras digitais vigiam cada metro quadrado de aeroportos. O panóptico se disseminou. E como afirmou enfaticamente em meados dos anos 90 outro filósofo francês, Gilles Deleuze, isso gerou a criação de uma Sociedade de Controle."

fonte: wikipédia, a enciclopédia livre

8 comentários:

M. disse...

Interessante!..... panóptico .... pânico rsrrs .... vigilância ... observação ..... controle(sobre os dedos no teclado rsr).
Bjks.

Tato disse...

Levei uma surra mais consegui. Gente... estou cada vez mais lerdo.

Sociedade de controle = sociedade presa. Privacidade, findou-se.
Acho que não existe um lugar onde você não possa ser vigiado. Google Maps está aí como prova disso. O panóptico se disseminou... e eu não gosto muito dessa ideia, pelo menos não totalmente.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini - Bratz disse...

Caraca! Edu FILÓSOFO! Muito chique!

Lucas disse...

Rapaz... eu não vou comentar senão fico aqui até amanhã (rsrs). Se você quiser eu tenho o livro do Foucault, "Vigiar e Punir", em pdf... ou eu posso te explicar pessoalmente... pode ser melhor... Posso lhe garantir que é maravilhoso... o livro. (rs)

Beijão.

Júlio César Vanelis disse...

Pano pra manga... Da pra fazer um filme de ficção científica show de bola com esse texto como inspiração... Não sabia que podiam acessar nossos e-mails sem a nossa permição. Nota mental: parar de deixar meu e-mail em sites de conteúdo adulto... hahahahahah

Um abraço, Edu...

Até

FOXX disse...

pq vc estava lendo isso na wikipedia?

Anônimo disse...

Edurso,
Por que o Foxx alfinetou vc ?
Aff....
Panóptico blogsvilliano!
Bjs

Uma Cara Comum disse...

As vezes eu tenho a impressão de viver no Show de Truman... Sério!