segunda-feira, 9 de abril de 2012
que mário?
eu não gostaria que lessem isto como uma manifestação política. não sei dizer se hipocrisia é a palavra certa mas me refiro àquilo de não contarmos que somos gays e de as pessoas não o perguntarem - o famoso "don't ask, don't tell" das forças armadas americanas. falo de família e amigos, naquela zona confortável em que nos colocamos e que uns chamam de respeito e outros, novamente, de hipocrisia. não quero aqui entrar nesse mérito mas tão-somente testemunhar algo de que me dei conta há pouco tempo: se você tiver uma família bacana, amigos bacanas, e tiver a oportunidade, conte sim!... não pra levantar qualquer bandeira mas só pra poder chegar em casa e dizer, por exemplo, "mãe, eu tô gostando desse moço" e isso ser tão natural como "mãe, comprei uma camiseta", sabe? não a militância, apenas a naturalidade de você ser quem você é. eu tenho essa sorte em minha casa e é muito gostoso... recomendo... mas juro que não é uma indireta pra ninguém pois cada um sabe de si e dos seus. é apenas bom e eu queria passar isso adiante. nunca me impus como "namorado" ou "marido" pra família de ninguém e nunca o farei (ou me sentirei diminuído por conta disso). mas eu gosto de poder contar sobre quem eu amo, pros meus.
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11 comentários:
Foi por isso que eu "sai do armário" para minha mãe. Eu sabia que ela iria encarar de um jeito decente (embora ela ainda dê "escorregadas", mas é normal), e contei justamente pra, quem sabe um dia, apresentar a ela um namorado. ^^ *terrivelmente romântico*
Hum! Não sendo hipócrita, mas gosto de estar na zona de conforto. :-)
Não podia estar mais de acordo contigo.
Acho essa zona a que chamam de conforto, um pouco desconfortável.
Não é querer andar com um dístico nas costas, mas assumir perante quem nos é importante.
APLAUDINDO o EDU de pé! Se a coisa q mais prezamos é a nossa família [com tudo o q ela possa representar de bom e de ruim] pq não podermos compartilhar nossas emoções com eles ... nunca impus isto á minha mas compartilhei ... se houve alguma resistência no começo ela ficou na instância do subliminar e com o tempo virão q o errado eram estas convicções e a minha postura a certa e coerente ...
Hoje não desfraldo bandeiras mas tb não me escondo de nada nem de ninguém ... chega um ponto da vida q a nossa felicidade e nossa vida conta muito mais q qualquer preconceito dos outros ... "não precisam perguntar mais ... eu digo com o maior orgulho para quem quer q seja!"
Sinto como estivéssemos tendo essa conversa pessoalmente e concordo com tudo o que vc disse. A vontade de poder falar abertamente sobre quem somos e de quem gostamos é importante para mim e isso vale mais do que qualquer coisa.
Welcome back, darling!!!
Edu, conduzi minha vida assim, levo na naturalidade e acho que as pessoas percebem e tratam da mesma forma. Quando o próprio gay tem problemas de se aceitar, não dá pra exigir que os outros sejam diferentes.
Acho ótimo quando a abertura funciona. No meu caso, não funcionou. Ter me aberto tornou as coisas infinitamente piores do que se eu tivesse deixado implícito, e ainda continuo sem a liberdade de ser quem eu sou pra quem eu gosto.
Mas fazer o que, acontece.
Concordo...e sou desses tb....não existe nada melhor que a naturalidade.
Também bato palmas para você Edu e aproveito para aplaudir o Bratz juntamente. Nada paga a sensação de liberdade de se poder amar, ser amado e não se sentir culpado por isso. O amor é pródigo e não só entre dois. Se é amor é entre todos e qualquer um e em qualquer situação, não só a citada por você.
Abraços e bjks.
Falou tudo Edu.
Concordo com você.
Mãe, to indo morar com meu namorado. risos
Bjo
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