terça-feira, 29 de maio de 2012
vem...
comecei a trabalhar exatamente um dia depois do meu 15º aniversário. office-boy. nove meses depois passei pro "departamento" de importação (meu chefe e eu), mas registrado como auxiliar de escritório. porque eu não sabia nada sobre importação, né? e meu trabalho era mais na máquina de escrever e de "boy" levando e trazendo documentos aduaneiros. anos se passaram e meu chefe saiu. agora o "chefe" era eu (o departamento inteiro era eu), portanto fui promovido a... auxiliar de importação. não assistente, muito menos supervisor. muitos domingos trabalhando até altas horas (e de ônibus) pra dar conta de tudo sem que meus chefes percebessem o meu esforço - na minha cabeça ingênua, era minha responsabilidade dar conta de tudo... então veio a funcionária bahiana (não estou xingando, era bahiana mesmo). e depois o estagiário. por fim, o cara do estoque entrou como meu supervisor. o cara do estoque que não sabia nada de importação. pra todos ensinei quase tudo que eu sabia. a bahiana rodou (agora eu tô xingando). o estagiário é diretor de vendas de uma das linhas de produto. o supervisor/cara do estoque levou tanta bordoada e reclamação (importação sofre...) que terceirizou-se. e eu fui pro "cpd" - ainda como auxiliar de importação. foi apenas quando meu então "supervisor de informática" saiu que eu fui posto num cargo "informático" - de "analista de negócios". aqui também houveram domingos sem dormir por conta de um "mainframe" que teimava em queimar discos. mas eu já não tinha vergonha de mostrar meu compromisso e profissionalismo. entretanto foi só quando a matriz tomou conta do tal "it" global, que cargos e salários foram alinhados aos praticados no mercado. quer dizer... existe ai uma "margem" de tolerância: até 20% menos que o mercado "tá beleza". e reposição salarial por conta de inflação, pra eles, é "aumento". muitas implantações de sistema depois, com semanas fora de casa, também varando noites, sábados, domingos e feriados. apesar de o salário incompatível, hoje tenho algumas mordomias: celular e internet pagos pela empresa, não bater ponto, sair 16h30... mas ainda acho que já mereço a megasena...
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6 comentários:
Eu te entendo... entendo mesmo! Eu vivi uma história parecida com essa e outra ao contrário. Eu fui estagiário de um cara e depois virei gerente dele. Final dos anos 80, economia estagnada... tive que demitir quem me admitiu e me ensinou muita coisa. Ele achou que fiz sacanagem... sei...
Temos todos a mesma história...... tive 25 anos, com o mesmo chefe, muitas horas extras, domingos de trabalho, feriados de trabalho, serviços em casa, dedicação ao extremo algumas promoções.... e por fim, uma demissão. Tanto.... por nada!
Abraços querido...
meu querido
mega sena é pouco, você, eu, nós merecemos muito mais
mas se ela vier a gente não reclama
rs
beijos
Megasena DJÁ!
Rola um bolão?!?
Hehehehehe!
Eduzete de office-boy foi algo bem fetiche, nzé?
Beijones!
" então veio a funcionária bahiana (não estou xingando, era bahiana mesmo)"
"a bahiana rodou (agora eu tô xingando)"
não sabia q bahiana era um xingamento.
não entendi mesmo.
eu tow vendo xenofobia aqui ou tow ficando louco?
Temos em comum que começamos a trabalhar com 15 anos AND treinamos as pessoas que viraram nossos chefes.
Isso me irritava MUITO.
A diferença é que fiz de tudo pra ser demitido da empresa (e consegui. ainda bem).
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