segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
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Na tarde de sábado recebi a notícia do falecimento do meu amigo Conti, depois de semanas internado pelo AVC, a toxoplasmose e a falta de resposta aos tratamentos. O aviso chegou um pouco tarde e por isso não tive como estar presente ao velório e cremação. Ou talvez minha melhor homenagem tenha sido a "vela" (abajur led) acesa durante todo o fim-de-semana para lhe iluminar os caminhos, e os pensamentos de agradecimento e de saudade. Algumas horas depois eu assitiria ao premiado "Amour". Correndo o risco de perder a amizade da sra. Andrea la Tana Ferro (Valeria Bertuccelli, Un Novio para mi Mujer), me arrisco a dizer: que coincidência! Outro AVC, outra pessoa "velhinha". Com isso passei o domingo pensando sobre a vida e a morte a dois ou sozinho. Sem tristeza, apenas chateado com o jeito que as coisas são. Sem chegar a qualquer conclusão. Não há como prever nada, não há como pedir. Mas se eu pudesse escolher, gostaria que todos os que amo fizessem "a passagem" junto comigo, vaporizados instantaneamente pela queda do asteroide Apófis bem no meio da cidade de São Paulo na madrugada de 13 de abril de 2036.
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2 comentários:
O filme é lindo! me emocionei muito com "Amour", um Filme duro/seco/árido! Incomoda muito, fiquei muito desconfortável na cadeira. Por mais de 2 horas a gente vê a rotina do casal a seco, os únicos momentos que parecem umedecer a tela é quando entra a trilha de "Franz Schubert" e tira um pouco do desconforto! Filmes bons são estes, que provocam, te incomoda..
Emmanuelle Riva indicada ao oscar de melhor atriz merece levar!
O único inconveniente foi quando um senhor do meu lado começou a roncar!! Putz! sim, dormiram do meu lado no cinema.ZZZZzzzzZZZZzzzz
A morte é certa, o envelhecimento pode ser terrivelmente triste...
L'amour fala-nos destas duas permissas. É um filme tão belo como triste.
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