Adoro relógios! Cada modelo bonito, desde cebolões até os fininhos clássicos, digitais e analógicos, pulseira de couro ou de aço, trocentas funções ou apenas as horas e dia... Muitas vezes eu fiquei parado frente à relojoaria dentro do hipermercado admirando as peças (e os preços). Mas não consigo usá-los. Foi-se o hábito. Talvez minha rotina seja muito simples e as horas já estejam espalhadas por todos os cantos: computador, celular, tv a cabo. Para adorno, então? Também não é do meu costume.
Já usei relógios e ainda tenho dois ou três. Já quis usar chapéus, boinas, bonés. Colares, pulseiras, anéis. Até em brinco já pensei. Me agradam muito todos eles, quando os vejo em outras pessoas. Como automóveis, que me falam mais aos olhos que à posse: lindos, mas não me peça pra lavar, cuidar, manter... Talvez eu seja um voyeur. Ou talvez meu foco seja aquilo que o outro é e faz quando desnudo à minha frente. Fisicamente e além.
Um comentário:
Também gosto Edu, mas não consigo usá-los, assim como os óculos escuros.
Estranho né!?
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